Escola do Futuro realiza a 1ª edição do Conecta Tech Publicado em: 08 de junho de 2026
A ação, promovida entre os dias 25 e 29 de maio, assistiu mais de 1500 estudantes de escolas públicas de Goiás para incentivá-los a conhecer o universo de tecnologia, empreendedorismo e inovação, e alcançar postos que estão em alta no mercado de trabalho
Nos dias 25 e 29 de maio, professores e técnicos das Escolas do Futuro de Goiás promoveram uma semana de palestras e oficinas em diversas escolas da rede estadual de ensino em Goiás, no evento intitulado Conecta Tech. Mais de 1500 estudantes da segunda fase do Ensino Fundamental e Médio tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre tecnologia, empreendedorismo e inovação, além de explorar, em atividades interativas, alguns temas e habilidades que são desenvolvidas nos cursos ofertados pela EFG.
Ao todo, oito escolas de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Mineiros, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás foram contempladas com a primeira edição do Conecta Tech. O projeto foi construído com o objetivo de aproximar crianças, jovens e adultos do universo tecnológico e prepará-los para áreas de atuação que estão em alta no mercado de trabalho. A proposta é abrir as portas para que as comunidades periféricas também possam ser incluídas nesse campo profissional, como destaca o coordenador de Serviços Tecnológicos e Ambientes de Inovação (STAI) da rede, Wallacy Rodrigues.
“Nossa intenção, ao vir às escolas estaduais, é nos aproximar dos jovens de nossas comunidades e convidá-los a conhecer mais sobre as diversas possibilidades que surgiram com as inovações tecnológicas. Mais do que conhecer esse universo, queremos que cada um compreenda que pode fazer parte desse espaço também, acrescentando mais uma possibilidade profissional nos planos de vida”, argumenta Rodrigues.

O professor Wallacy Rodrigues demonstra o funcionamento de uma impressora 3D para os participantes do 1º Conecta Tech (Foto: Wéber Félix)
O coordenador de STAI, além de coliderar o projeto em Aparecida de Goiânia, também foi responsável por ministrar uma das atividades no Colégio Estadual em Período Integral Alto Paraíso. Na oficina de Impressão 3D, os estudantes puderam ver de perto o funcionamento da ferramenta e como ela pode oferecer soluções práticas para o dia a dia. Ao fim da exposição, a turma foi desafiada a elaborar algum mecanismo a partir de uma problemática real. A estudante do nono ano Emilly Rafaella se destacou ao propor a criação de um dispositivo para animais com dificuldade em locomoção, como ela mesma explica:
“Eu nunca tinha visto uma impressora 3D tão de perto. E além de apresentá-la, o professor Wallacy explicou como a impressão feita por ela pode ser utilizada para solucionarmos problemas do nosso dia a dia. Eu achei muito interessante. Ele ainda nos desafiou a pensar em um exemplo. Olhando para o meu bairro, eu me lembrei que, perto de onde eu moro, há um cachorro de rua que, infelizmente, não tem uma das patas. Assim, propus a criação de uma prótese com rodinhas para ajudá-lo. O que mais gostei foi perceber que dá para ajudar de diversas maneiras”, conta ela, acrescentando que a ideia foi considerada a melhor pelo professor Wallacy, que a premiou com uma miniatura produzida na impressora 3D.

A estudante Emilly Rafaella se destacou ao propor a criação de um dispositivo para animais com dificuldade em locomoção em oficina do 1º Conecta Tech (Foto: Wéber Félix)
Em outra sala da unidade, os estudantes que participaram da oficina Wireframe viram pela primeira vez como é o processo de criação e construção de um site da internet. Com a demonstração dos professores Igor Batista e Ana Carolina Duarte, todos, divididos em vários grupos, se dedicaram naquela tarde a imaginar, planejar e construir um site do zero, como explica Igor.
“Acabamos de mostrar para eles como é o processo de estruturação de um site, que pode parecer simples, mas é uma atividade que demanda planejamento detalhado. E para vivenciar uma das muitas etapas, propusemos a construção da página principal de um site. Apesar da pouca idade, a garotada, a mil, colocou, literalmente, boas ideias no papel”, comenta.

Professor Igor Batista orienta estudantes do Colégio Estadual em Período Integral Alto Paraísoda durante a oficina Wireframe (Foto: Wéber Félix)
Os jovens Iago Soares e Maria Fernanda Rodrigues, respectivamente do oitavo e novo ano do EF, integraram a equipe que criou uma plataforma de jogos. “A gente pensou em um site que as pessoas pudessem encontrar vários jogos. No começo estávamos confusos, principalmente ao pensar em itens necessários para o funcionamento dele. Porém, ao colocarmos as ideias no papel, tudo foi ficando mais visível. Depois que acabamos, foi interessante ver e imaginar a plataforma pronta para o uso”, detalha Maria Fernanda.
“Não imaginávamos que o primeiro passo para construir um site ou plataforma fosse o desenvolvimento da ideia utilizando uma simples folha de papel. Pensávamos que tudo já fosse feito usando uma ferramenta de programação. Ficamos muito surpresos”, conta Iago. O estudante, que gosta muito de jogos, já se imagina trabalhando na área de desenvolvimento desse tipo de plataforma, desde a criação da história até a programação do layout da página.

Os estudantes Iago Soares e Maria Fernanda Rodrigues partciparam de oficina sobre criação de sites (Foto: Wéber Félix)
A professora Ana Carolina Duarte explica que o processo visto pelos estudantes de Aparecida de Goiânia é o mesmo que ela implementa nas primeiras aulas dos cursos de Programação e Desenvolvimento Web e Mobile na Escola do Futuro. Ela ressalta que o exercício no papel está longe de ser arcaico e que muitos profissionais ainda o utilizam para lançar ideias e produzir os primeiros rascunhos.
“O interessante dessa dinâmica é quebrarmos o medo que chamamos de ‘tela em branco’. Trata-se de um bloqueio natural ao iniciarmos um novo projeto. Inevitavelmente, a tela do computador nos assusta. Gosto muito de incentivá-los a seguir esse caminho porque o rascunho pode ser jogado fora até o momento que a ideia seja materializada. Com essa etapa, a ida para a ferramenta de programação é facilitada. Depois de jogar por terra o bloqueio, o céu é o limite”, assegura a arquiteta Ana Carolina que se encantou com a EFG ao se sentar na cadeira de estudante na unidade de Aparecida de Goiânia, há alguns anos, e, hoje, integra o grupo de professores responsáveis pela inclusão de novos estudantes da região ao universo tecnológico.

Além das duas oficinas, a equipe da unidade da região metropolitana levou para o CEPI Alto Paraíso diversas atividades em que foram abordados conceitos e práticas de Programação, Uso de IA, Realidade Virtual, Pilotagem de Drone, Ilustração Digital e muitas outras. A programação ainda foi replicada nas unidades Professor José Lopes Rodrigues também de Aparecida de Goiânia; Sebastião Alves de Souza, em Goiânia; Parque Estrela d’Alva, de Santo Antônio do Descoberto; Cruzeiro do Sul em Valparaíso de Goiás; Dona Tonica, Deputado José Alves Assis e professora Alice Pereira Alves, ambas de Mineiros.


Mais de 1500 jovens participaram do 1º Conecta Tech, realizado entre os dias 25 e 29 de maio, em cinco cidades da região metropolitana de Goiânia e interior do estado (Fonte: Divulgação)
O Conecta Tech nasceu a partir de outras ações realizadas pela Escola do Futuro em unidades de ensino da rede pública de Goiás. Este novo formato foi idealizado para trazer os jovens estudantes para dentro da instituição destinada à formação profissional técnica e tecnológica, como discorre a gerente de Eventos, Treinamentos e Desenvolvimento do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia da UFG, Raquel Lyra.
“O Conecta Tech nasceu com a missão de conectar as EFGs com um dos principais grupos-alvo da rede, jovens de escolas públicas de Goiás, para engajá-los a participar dos cursos oferecidos e dos projetos do programa STAI. Ao incentivarmos as comunidades próximas às escolas, acreditamos que podemos contribuir para o desenvolvimento dos moradores e, assim, mudar a realidade nesses espaços”, argumenta.
A gerente do CETT, Raquel Lyra, argumenta que "O Conecta Tech" nasceu com a missão de conectar as EFGs com os jovens de escolas públicas de Goiás (Foto: Wéber Félix)
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